Nesta quarta-feira (22/3), a Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Onze suspeitos de fazerem parte do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos por um plano de sequestro do senador Sergio Moro. A juíza Gabriela Hardt, que atuou como substituta na 9ª Vara Federal de Curitiba, decretou as prisões com base em relatos de uma testemunha protegida e mensagens codificadas de celular.A testemunha contornou que procurou o Ministério Público de São Paulo após ter sido jurada de morte pela facção PCC. Ela disse que Janeferson Aparecido Mariano Gomes estaria incumbido de matá-la e mencionou que ele estaria tentando atentados contra autoridades, incluindo Sergio Moro. Segundo a testemunha, Gomes estava encarregado de levantar informações e sequestrar o senador, mas não sabia quais seriam os próximos passos.
A Polícia Federal obteve imagens que apontavam a existência de um plano para sequestrar Moro. Em uma mensagem de celular, Gomes usou o código "Tokio" para se referir a Moro e "Flamengo" para sequestro e "Fluminense" para ação. Em outras mensagens, claros integrantes do PCC discutem valores e medidas para executar o plano contra "Tokio".
Gabriela Hardt acredita que o plano claro deve ser a atuação de Sergio Moro como juiz e como ministro da Justiça. Como juiz, ele ganhou notoriedade pelo combate ao crime organizado à frente da "lava jato".
Como ministro da Justiça, editou a Portaria 157/2019 e foi autor do anteprojeto que culminou na Lei "anticrime" (Lei 13.964/2019), restringindo as visitas em presídios federais ao parlatório e à videoconferência. A juíza afirmou que as normas criam "grande dificuldade aos líderes de grupos criminosos para comandar seus negócios ilícitos de dentro da prisão".
Créditos: Conjur
Processo 5012945-28.2023.4.04.7000