No último dia 23 de março, a Polícia Federal realizou a operação Mercador de Inocência, que resultou na prisão de um indivíduo suspeito de produzir, vender e compartilhar conteúdo contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes. Esse material era compartilhado em grupos de aplicativos de mensagens que tinham como participantes pessoas residentes no Brasil e no exterior.A ação do homem preso foi identificada pela Agência de Investigações de Segurança Interna dos Estados Unidos da América (Homeland Security Investigations - HSI), que notou anúncios de venda de pacotes de vídeos contendo pornografia infantil em redes sociais dos EUA nos meses de dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Essas informações foram compartilhadas com a Coordenação de Combate ao Abuso Sexual Infantil da Polícia Federal (CCASI) em Brasília, como parte da cooperação policial entre Brasil e EUA.
A CCASI elaborou um relatório apontando que o suspeito residia no estado de Alagoas e também se utilizava de outros perfis em redes sociais para trocar vídeos contendo cenas de abuso sexual infantil. Após a instauração de inquérito policial, a Polícia Federal em Alagoas representou à Justiça Federal pela expedição de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva do investigado.
Durante a operação, foi encontrado com o suspeito um smartphone contendo vários vídeos com imagens de abuso sexual de crianças, além de ofertas de vendas desses vídeos em aplicativos de mensagens. O suspeito foi preso em flagrante pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a pena total para esses crimes pode chegar a até 18 anos de prisão.
Ao todo, dez policiais federais participaram da operação, que cumpriu dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. A Polícia Federal em Alagoas continuará as investigações para identificar crianças ou adolescentes vítimas de abuso sexual.
Crédito: Polícia Federal