De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativo em 0,29% no mês passado, acumulando uma inflação oficial de 7,17% nos últimos 12 meses. No entanto, uma aplicação na caderneta de poupança, de acordo com a Calculadora do Cidadão disponível na página do Banco Central (BC), rendeu 7,27% nos últimos 12 meses, considerando um depósito feito em 11 de outubro do ano passado e não movimentado até o dia 11 de outubro deste ano.
O rendimento da poupança tem sido corroído pela combinação de inflação alta e juros baixos nos últimos anos, e o pior momento ocorreu em outubro de 2021, quando o aplicador perdeu 7,59% contra a inflação no acumulado de 12 meses.
No entanto, a elevação da taxa Selic pelo BC de 2% para 13,75% ao ano entre março de 2021 e agosto deste ano, combinada com três deflações consecutivas causadas principalmente pelo corte de impostos em combustíveis, energia, telecomunicações e transporte coletivo, tem ajudado a reverter essa tendência.
Atualmente, a poupança rende 6,17% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), quando a taxa Selic está acima de 8,5% ao ano, o que tem sido o caso desde dezembro de 2020. Quando os juros básicos estão abaixo desse nível, a poupança rende 70% da Selic.
Nos próximos meses, a poupança deve continuar ganhando da inflação, com os analistas de mercado prevendo que o IPCA fechará 2022 em 5,71% e a Selic em 13,75% ao ano, o que deve fazer a caderneta render em torno de 7,5% no acumulado de 12 meses.
Espera-se que a melhoria do rendimento da poupança ajude a conter a fuga recorde de recursos da aplicação observada este ano, com os brasileiros tendo retirado R$ 91,07 bilhões a mais do que depositaram de janeiro a setembro, e a retirada líquida em setembro sozinha tendo sido de R$ 5,9 bilhões.
Fonte: Agência Brasil